quarta-feira, 16 de julho de 2014

Casa-Grande e Senzala - Fonte de Pesquisa e Inspiração






Um dos livros mais importantes para a compreensão da história da formação do povo brasileiro, Gilberto Freyre narra com destreza o processo de ocupação  do nosso solo, bem como a exploração do povo negro.

Segue alguns trechos do capítulo I para apreciação: 



“A miscibilidade, mais do que a mobilidade, foi o processo pelo qual os portugueses compensaram-se da deficiência em massa ou volume humano para a colonização em larga escala...a intima convivência...social e sexual com raças de cor, invasora ou vizinhas...”(pg. 70-72)

“Diante do que torna-se difícil, no caso do português, distinguir o que seria aclimatabilidade de colonizador branco – já de si duvidoso na sua pureza étnica...- da capacidade de mestiço, formado desde o primeiro momento pela união...sem escrúpulos nem consciência de raça com mulheres da vigorosa gente da terra.”(pg. 73)

“A falta de gente que o afligia, mais do que a qualquer outro colonizador, forçando-o a imediata miscigenação...Vantagem para sua melhor adaptação, senão biológica, social.”(pg. 75)“... navegação a vapor...: veio beneficiar grandemente as populações tropicais.” (pg.76)

“O português teve de mudar...de trigo para a mandioca;”(pg 76)

“O colonizador português foi o primeiro entre os colonizadores modernos a deslocar a base da colonização tropical da pura extração de riqueza mineral, vegetal ou animal -... – para a de criação local de riqueza.”(pg. 79)

“‘colônia de plantação’... a utilização e o desenvolvimento de riqueza vegetal pelo capital e pelo esforço do particular;... o aproveitamento da gente nativa...” (pg.79)

“... mistura de raças, a agricultura latifundiária e a escravidão...” (pg.80)

“’heterogeneidade racial’ um período, não português, mas promiscuo...” (pg. 81)

“...descriam de Deus...usar de feitiçarias...crimes místicos ou imaginários...Em um país de formação antes religiosa do que etnocêntrica, eram esses os grandes crimes e bem diversa da moderna, ..., a perspectiva criminal...pelo crime de matar o próximo, ... o delinquente não... ficava sujeito a penas mais severas que a de ‘pagar de multa uma galinha’...” (pg.82)

Por Thiago Madeira

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