A
questão da violência contra a mulher no Espírito Santo
O
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra, através de dados
estatísticos, que o Espírito Santo é o estado brasileiro com o maior número de
feminicídios, ou seja, morte de mulheres por conflito de gênero. Os casos são
praticados, em sua maioria, por parceiros íntimos.
O perfil das mulheres assassinadas, na maioria do Brasil, configuram uma realidade de desigualdade e preconceito: 54% dos óbitos foram de mulheres jovens, de 20 a 39 anos; 61% eram negras e a maior parte tinham baixa escolaridade. Segundo o Ipea, de 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicídios, o que equivale a 5 mil mortes por ano.
Para o membro do Fórum de Homens
Capixabas pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e também da Comissão Justiça
e Paz da Arquidiocese de Vitória, João José Barbosa Sana, governantes,
sociedade e Igreja precisam tomar atitudes , e se unirem para combater a
violência. "A grande questão ainda é o machismo: os homens ainda acham que
são superiores às mulheres e que elas são inferiores e devem ser submissas a
eles.
Precisamos promover uma sociedade onde a relação entre homens e mulheres seja pautada pela igualdade, solidariedade, compartilhamento de responsabilidades no espaço público e privado, com igualdade de direitos e deveres. Também é preciso ampliar políticas públicas de prevenção de combate a violência, assim como uma maior reflexão sobre o tema, por parte da sociedade e dos governantes. Penso que nossa Igreja também pode ampliar o seu trabalho,visando reduzir a violência. Acredito que podemos ampliar essa temática, incluindo-a nos cursos de noivos e encontros de casais. Os círculos bíblicos também podem discutir sobre o assunto. Juntos seremos muito mais fortes na desconstrução dessa cultura machista de violência e poderemos afirmar uma cultura de paz em nossa Igreja, em nosso Estado, em nossas comunidades e em nossas famílias", afirmou.
Precisamos promover uma sociedade onde a relação entre homens e mulheres seja pautada pela igualdade, solidariedade, compartilhamento de responsabilidades no espaço público e privado, com igualdade de direitos e deveres. Também é preciso ampliar políticas públicas de prevenção de combate a violência, assim como uma maior reflexão sobre o tema, por parte da sociedade e dos governantes. Penso que nossa Igreja também pode ampliar o seu trabalho,visando reduzir a violência. Acredito que podemos ampliar essa temática, incluindo-a nos cursos de noivos e encontros de casais. Os círculos bíblicos também podem discutir sobre o assunto. Juntos seremos muito mais fortes na desconstrução dessa cultura machista de violência e poderemos afirmar uma cultura de paz em nossa Igreja, em nosso Estado, em nossas comunidades e em nossas famílias", afirmou.
Fonte: www.aves.org.br - Site da Arquidiocese de Vitória/ES
Por Andressa
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